quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

KATHMANDU – DIÁRIO DE BORDO (92)

Ônibus de Kathmandu a Pokhara: 550 NRps (8 hs aproximadamente) parte todos os dias do lado do consulado norte americano às 6h30 da manhã... (não tem noturno)
Visita a Stupa de Swayambhunath (templo dos macacos): 100 NRps
Visita a Stupa de Boudhanath: 100 NRps
Visita ao templo de Pashupatinath: 250 NRps
Visita a Dubar Square em Katmandu: 200 NRps
Visita a Dubar Square em Bhaktapur: 10 dólares -
Ônibus local para se ir até Bhaktapur: 25 NRps
Pousada em Thamel: 700 NRps (para os 3)
Internet uma hora: 100 NRps
Refeição: 700 NRps (para 3)
Café da manhã com lareira: 250 NRps
Lavando as roupas: 350 NRps (10 Kl)



54 fotos de Kathmandu e Bhaktapur

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

KATHMANDU – KEEP WALKING (91)

Não precisei de muitos argumentos para as meninas não irem comigo em minha cainhada pelos subúrbios de Kathmandu, o primeiro argumento foi crucial: “Hoje pretendo caminhar o dobro do que andamos ontem para visitar Pashupatinath!” e o último que sepultou a idéia de me acompanharem foi: “O local é parecido e fazem os mesmos rituais fúnebres de Varanasi!” elas preferiram dormir até mais tarde e fazer compras no final do dia... Então eu, na minha triste caminhada solitária, andei por mais de uma hora até chegar a Pashupatinath, o gostoso do Nepal era a liberdade de andar pelas ruas como um cidadão normal, sem ninguém te amolando, parava tirava foto dos templos, dos tuc-tuc modernos da cidade e continuava meu caminho, me decepcionei com o que vi em Pashupatinath, esperava mais, nas ghats quase vazias observava os rituais de punjas, os Sadhus, na verdade a minha diversão foi ao subir as escadarias que me levava para a parte de trás de Pashupatinath, onde ficava uma espécie de cemitério budista, onde os moradores da cidade praticavam esporte no meio das tumbas, depois de visitar o templo parei em um restaurante local para o café, mas pela falta de energia na cidade, eram poucas as opções servidas, tomei um simples café com pão e segui meu caminho pelo subúrbio nepalês com seu transito intenso, agora seguia para o bairro de Boudha, onde ficava a famosa Stupa de Boudhanath, nesse local, eu me surpreendi, pela organização, limpeza... Aquele local me trazia uma grande paz de espírito, várias lojinhas de artesanato e monastérios cercavam a Stupa, monges giravam em torno da estupa fazendo suas orações, na Stupa também havia três degraus para elevação espiritual, em um deles monges ressoavam as orações do dharma de forma estupenda, no degrau de cima, jovens estudantes faziam sua lição de casa, bandeirinhas coloriam o local e lá no último degrau estava eu, novamente cara a cara com os olhos de Buda, que apontavam para os quatro cantos do mundo antigo, naquele tempo eles achavam que o mundo era quadrado, fiquei o máximo que pude naquele local religioso, mas eu deveria continuar a seguir meu caminho, voltar ao Thamel e reencontrar as meninas... Hora de comprar a passagem de ônibus para Pokhara, não havia saídas noturnas, os ônibus partiam as 6 da manhã, em uma das ruas do Thamel, próximo ao consulado norte-americano, e de uma imensa distribuidora de whisky “keep walking”... No outro dia o ônibus saiu quase no horário informado, cruzamos rios, ribanceiras, vilarejos, almoçamos em um quiosque no meio do nada, até que dentro do ônibus um cheiro terrível de chulé adentrou em nossas narinas, o cheiro era insuportável, abríamos o janela, e o vento que vinha da cordilheira congelava, não tínhamos muita escolha, ou o terrível cheiro de carniça ou o frio... Até que o motorista parou o ônibus, nem ele estava agüentando o cheiro, foi de poltrona em poltrona em busca do pé podre, o dono do dito cujo estava na última poltrona, o único nepalês na tripulação, pelo que entendemos da discussão na linguagem local foi: “Ou você coloca o sapato ou desce do ônibus!” e para o alívio de todos o cheiro se dissipou, sai pra lá catinga!

sábado, 26 de dezembro de 2009

KATHMANDU – RELATO NOGAL (90)

O deus está quase morto...

A nova capital do Nepal é bela, não tanto quanto Bhaktapur, a capital antiga... Na verdade o país há pouco tempo abriu suas portas para os estrangeiros e o que notamos logo de cara é sua terrível decadência econômica após o fim da monarquia, como também devido às mudanças climáticas... Ao visitar o templo de Pashupatinath (Shiva em Nepalês), notei que parecia uma replica das ghats de Varanasi, uma grande decepção, já o rio, Bagmati, não passa de um pequeno escoamento de água tentando transpassar um monte de sujeiras e madeiras velhas, não havia mais espaço para punjas, as velas sobre o lótus não mais fluía... E eram poucos os religiosos naquele local de Shiva, Deus de uma nova destruição, mas algo novo renascia no meio daquele cemitério hindu: A modernidade! No meio das tumbas crianças treinavam judô, em outra destruída, dois jovens armaram uma rede e jogavam tênis, por quê? Na cidade não há energia, falta água por todo Nepal, isso depois de um mês das monções... E pelas ruas de Kathmandu vemos toneladas de lixos amontoados, pois não há sistema de coleta a mais de 20 dias e numa loucura incompreensível, crianças vão e voltam a todo tempo da escola, todos com seus belos uniformes ao estilo britânico: de terno e gravata dentro do ônibus, tudo bancado pelo governo para quem quer estudar, isso mesmo, educação no Nepal não é obrigatório. No início da aula todos alunos cantam o recente hino nacional e depois em algum lugar iluminado pelo sol começam seus estudos, mas saindo do templo hindu de Pashupatinath, para os budistas noto as mudanças, no templo dos macacos ou em Boudhanath a religião pulsa mais forte, tudo limpo e organizado, milhares de fieis dando volta nas estupas mais antigas do mundo, onde estão os famosos olhos do Buda, em que tudo vê, e, saindo desse mundo nepalês, entramos no bairro de Thamel, é como que se viajássemos numa máquina do tempo, um novo Nepal se desdobrava, o dos turistas, com tudo limpo, geradores funcionando, vários pubs com música ao vivo e a velas, é... O Nepal e suas faces na modernidade...

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

BHAKTAPUR - ANTIGO IMPÉRIO (89)

Logo pela Manhã, cruzamos toda a cidade de norte (Thamel) a sul caminhando, até chegar a um ponto de ônibus comum, local que passava meio que desapercebido um ônibus urbano da cidade e que seguia rumo ao antiga capital do império nepalês, Bhaktapur, algumas agências cobram absurdos para levar os turistas de vans para o local, no ônibus coletivo, pagamos apenas algumas rupias, o cobrador do ônibus cor de rosa era um garotinho esperto com menos de dez anos, não há um controle sobre a exploração do trabalho infantil por aqui, cruzamos o subúrbio de Kathmandu e mesmo com todo transito, depois de uma hora o garotinho nos avisou: “desçam, desçam.” Apontou para cima da montanha e disse para seguirmos pela estradinha a nossa frente que em cinco minutos estaríamos lá, caminhávamos pelo vilarejo, e todos nos olhavam curiosos, não eram muitos os mochileiros que usavam aquele caminho para chegar a Bhaktapur, pagamos para entrar na antiga capital, e ao começar a andar por aquelas ruas, foi como voltar ao tempo, a eras medievais, a belas arquiteturas nepalesas, e a forma que as pessoas viviam pela cidade: senhoras estendiam tapetes no chão e lá costuravam conversando, lembrei do ditado popular “As mulheres adoram tricotar” em outros pontos velhinhas com seus cabelos brancos tomavam chá em frente as suas casas, que não passavam de ruínas, outras pisavam na colheita para extrair o feijão, tudo seguia na calmaria do mundo, numa vendinha de novelo, uma balança da década de 30, o artesanato local também encantava... Eu conseguia ter quase o dobro do tamanho das porta das casas, a arquitetura dos templos eram charmosas, alaranjados, com estátuas de leões sobre as escadarias, o restaurante ficava em uma dessas construções antigas no terraço, não resistimos ao charme do local, um refri e uma porção de bolinho de carne foi o pedido, e lá de cima nos ficávamos atônitos observando a antiga capital, ao retornar a Kathmandu era hora de conhecer a parte histórica da nova capital do Império, chamada de Dubar Square, também tivemos que pagar para ter acesso, que era tão bonita quanto Bhaktapur, a diferença era que aqui tinha muito mais turistas, e havia se perdido um pouco do cotidiano dos moradores locais, a não ser pelo mochileiro inusitado que lá encontramos, em Dubar Square, passamos o restante da tarde tirando fotos e observando os detalhes da arquitetura local, diria que única no mundo...

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

KATHMANDU – UM NOVO PAÍS (88)




Era madrugada e fomos acordados, havíamos chegado à Kathmandu, o terminal era um imenso terreno baldio cheio de ônibus velhos, descemos sobre uma forte neblina, alguns jovens nos cercaram oferecendo transporte até Thamel, local que fica a maioria dos hotéis da cidade, acertamos algo que parecia ser um valor justo, as moeda e valores tinham mudado, então era hora de tomar cuidado, dois jovens nos guiaram até o Thamel, em um antigo Lada branco, íamos escutando rap nepalês, gostei do rap deles, mais tarde iria levar um CD de recordação, mas antes disso, o Lada quebrou no meio do caminho, os garotos mexiam daqui, mexiam dali, até que o carro voltou a funcionar, passava das duas, o frio castigava, iam procurando algum hotel aberto ou com vagas, fomos parar em um hotel luxuoso, a primeira grande bica da viagem, a estadia custava 50 dólares por pessoa, para quem até o momento pagava de 5 a 10 dólares por dia, aquele era um prejuízo gigantesco, mas não tivemos escolha naquela hora, chegamos cansados, primeira idéia: tomar um banho, mas infelizmente nem os hotéis de luxo tinham água quente, banho difícil foi esse, descobrimos mais prejuízos: a Ady ao mexer em sua bolsa, descobriu que sua blusa fora roubada durante o transporte na travessia de Kakarbhitta a Kathmandu, as mochilas ficavam em cima do ônibus, averigüei a minha mochila e percebi que a camisa do São Paulo F.C. também fora roubada, dormi aquela noite um pouco triste, pois ela era a camisa tradicional das expedições... No outro dia acordamos cedo, primeiro passo, encontrar um hotel econômico, não demorou muito e achamos nosso hotel ideal em Thamel, que por incrível que pareça, tinha água quente, o que não tinha era energia, o dono do hotel nos explicou que o Nepal passava por um grande racionamento de energia, devido a seca que assolava o país, a energia chegava ao escurecer, por volta das 7 horas, e funcionava até 11 da noite, depois disso era hora de dormir, também nos informou, que o sistema de coleta de lixo estava parado a mais de uma semana, para não se assustar, mas ao caminhar por Kathmandu não tinha como não se impressionar... Deixamos nossas roupas sujas para lavar, eles cobram por peso, e saímos a caminhar pelas vendinhas do Thamel, lá encontrei o que há muito tempo procurava: as bandeirinhas da Índia e Nepal, para costurar na mochila, depois seguimos para uma das Stupas mais antigas do mundo, Swayambhunath, que datam mais de dois mil anos, chamado também de templo dos macacos, caminhamos cerca de uma hora até chegar ao templo, a subida era íngreme, feita por uma infinita escadaria, até chegar a Stupa. O local é místico, cheio de cores, macacos, estátuas de deuses budistas, bandeirinhas, incenso, as meninas estavam com a língua pra fora quando chegaram ao topo, dava pra ver toda cidade de Kathmandu lá de cima, mas a imagem não impressionava tanto... Ao chegar ao topo finalmente tive o encontro tão aguardado, estar lado a lado com os famosos olhos de Buda sobre a Stupa, ao lado, dezenas de Stupas menores, vendinhas de quadros e artesanato local, paramos no Stupa Café para tomar um lassi e continuamos a peregrinar pelo local, que nos rendeu belíssimas fotos, e um dia muito agradável, no retorno paramos para almoçar em um dos restaurantes do Thamel, momos e outras cositas mais, e para comemorar nossa chegada ao Nepal, muita breja, a Everest, andando pelas vendinhas começamos a notar que ao contrário do que imaginávamos, o Nepal era um país mais caro para viajar do que a Índia, o Nepal praticamente não produzia nada, a maioria dos produtos eram importados da Índia e de outros países, o que elevava o preço de tudo. Á noite fomos quando a energia voltou fomos ao restaurante com música ao vivo, comer umas porções de batata e carne de carneiro, e depois de muito tempo voltamos a escutar alguém tocar canções americanas, e olha que o nepalês manda bem, foi um momento agradabilíssimo e de recuerdos naquela noite...

domingo, 20 de dezembro de 2009

KAKARBHITTA – DIÁRIO DE BORDO (87)

1 dólar equivale a (variante) 74 a 77 rúpias nepalesas
Ônibus de Kakarbhitta até Kathmandu: 900 NRps (16 hs aproximadamente) parte todos os dias às 04:30 da madruga e na hora do almoço... (A bagagem vai em cima do busão, então, nunca leve roupas caras ou algo de valor na mochila e de preferência, dê uma rápida conferida quando descer.)
Internet não funciona aqui;
Almoço: 100 NRps
Hotel Sirijunga: 230 NRps
Bolacha: 80 NRps
Garrafa de Água: 20 NRPs
Visto para o Nepal: 30 dólares (15 dias) (é necessária 1 foto)
39 images da expedição: de Gangtok à Kakarbhitta

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

KAKARBHITTA - RELATO NOGAL (86)

A vida passa

Chegamos a Kathmandu, apos 30 dias na estrada e a viagem segue a todo vapor, deixamos a Índia um pouquinho pra trás, foram vários caminhos percorridos, vários países dentro da índia vivenciados, sabores provados, agora um novo país nos espera... Atravessamos uma jornada, para chegar até aqui, de Gangtok seguimos de Jipe (6 hs) aproximadamente até a fronteira com o Nepal (Kakarbhitta), fomos deixados na fronteira do lado de uma Birosca, que na verdade era um posto de migração indiana, depois atravessamos a ponte da amizade (deles, rsrs) onde a seca já avia consumido o rio que separava os dois países, ao invés deles, crianças brincavam na areia, já do outro lado:o ônibus para Kathmandu só saia no outro dia, ficamos num hotelzinho a beira da estrada, energia no pequeno vilarejo não tinha até as 18 hs, andamos pelas ruas, nada de Internet, quase ninguém falava inglês, voltamos para o hostel e comemoramos nossa entrada no Nepal tomando umas Brejas (Everest), no banheiro do quarto, um botijão de gás, para aquecer a água, o melhor banho da expedição... Uma porção de pakora apimentada, era hora de dormir, pois o ônibus saia as 4:30 da madruga... E lá fomos nós, com uma lanterna pro terminal de bus, mochilas pra cima do ônibus, e nós tentando compreender a numeração dos assentos incompreensíveis, até que o ônibus saiu e mal o dia clareou, chegamos ao final da estrada no meio do deserto, o cobrador disse: Change... Ou seja, trocar de ônibus, pegamos as malas e seguimos pelo deserto, até chegarmos a um lago, com uma imensa ponte de bambu e vários homens encardidos pedindo pedágio, atravessamos cerca de 400 metros de ponte e do outro lado avistamos outro a nossa espera, colocamos as malas novamente em cima do ônibus, e seguimos viagem, até que, depois de algumas horas, o exercito nos parou, segundo informações um tanto imprecisas, o governo havia bloqueado a estrada por causa de problemas com uma festa indevida na noite anterior, a tropa só liberou a passagem da estrada, 3 horas depois, seguimos, e as paradas na estrada para ir ao banheiro, eram no meio da mata... Até que furou o pneu do ônibus, mais uma parada, no final das quantas chegamos a Kathmandu, as 02:00 da madruga, cansados, pegamos um táxi até Thamel, o bairro dos hotéis, no meio do caminho o táxi quebrou, mas logo arrumaram, afinal essas coisas acontecem, principalmente nestes confins...

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

GANGTOK – DIÁRIO DE BORDO (85)

Onde ir e o que Fazer:
Visitar o centro da cidade verde;
Conhecer o Monastério de Rumtek;
Conhecer o orquidário da cidade;
Faça o passeio de Bondinho, avistara o Himalaia e detalhes da cidade lá de cima;
Se tiver tempo para aguardar as Permissões do governo Sikkin, siga para o Lago Tsongo, que está cerca de 35 quilômetros de Gangtok e o Santuário de Fambonglho a 25 Km;

Quanto custa:
Jipe de Darjeeling para Gangtok: 390 Rps (5 hs);
Café no Bakers: 50 Rps; (O mais charmoso café da região)
Almoço nos restaurantes da região: 80 Rps;
Hotéis ao lado do terminal rodoviários: 550 Rps;
Jipe para Rumtek ida e volta: 60 Rps (2 Hs ida);
Entrada no Monastério de Rumtek: 15 Rps;
Passeio de Bondinho: 80 Rps;
Uma hora de Net: 25 Rps
Garrafa de whisky pequena: 100 Rps;Jipe para a Fronteira do Nepal (Kakarbhitta): 480 Rps (5 hs);

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

GANGTOK - RUMTEK (84)

Não acordamos muito cedo, era o segundo dia no reino Sikkin, dia de visitar o famoso monastério de Rumtek, que em décadas passada suscitaram grandes duelos para deter seu poder (Muito ouro e relíquias no local) tentaram saqueá-lo, enfim agora guardas do estado ficam 24 horas protegendo o local... Então vamos lá, algumas vans partem do centro da cidade, mas era o mesmo lenga-lenga, esperava o veículo lotar e então seguíamos para Rumtek, que fica a uns 35 km de Gangtok, os quilômetros eram poucos, mas a viagem foi longa com descidas e subidas das montanhas por estradas esburacadas, grandes paisagens até chegar à entrada do monastério, uma cerca simples com alguns guardas, pediam passaporte, visto de entrada do estado Sikkin e ainda tínhamos que preencher um imenso relatório, aqui na cidade verde de Gangtok em todo lugar tem muita burocracia, que nos dificultava a vida, mostramos os documentos e subimos um morro que circundava o vilarejo, umas crianças vinham a nosso encontro, as casinhas viravam vendinhas, um enorme paredão cheio de roldanas circundava a montanha, os fies subiam o morro a girando, alguns bem velhinhos seguiam devagar, em alguns momentos paravam para descansar, e lá encima da montanha, finalmente o monastério, que era imenso, lá de cima também podíamos ver toda a cidade de Gangtok, na portaria dois soldados com cara de mal estavam armados até os dentes, fomos revistados, entramos e vimos o quanto era bonito o monastério, em algumas salas nos proibiam a entrada, em outras tirávamos os sapatos para a visita, muitos detalhes a serem vistos, ficamos praticamente o dia todo por lá, no retorno aguardamos muito tempo até que surgisse uma vã, muitos oportunistas nos ofereciam condução até a cidade por preços exorbitantes, pagamos o preço exato, mas tivemos que esperar muito tempo, já na cidade tentamos procurar um passeio pelas regiões selvagens do reino Sikkin, mas logo mudamos de idéia, pois para tudo era necessário um pedido de autorização do governo do estado Sikkin e o pedido levava alguns dias, não tínhamos esse tempo todo, então decidimos partir para o Nepal, um Jipe saia as 5 da madruga e nos deixava na fronteira, em Kakarbhitta, daí seguiríamos para Kathmandu...

sábado, 12 de dezembro de 2009

GANGTOK – O REINO SIKKIN (83)



Bem cedinho fomos para o terminal de jipes, seguiríamos para Gangtok, mas nossa tentativa de agilizar a trip acabou não servindo de nada, entramos no jipe e aguardamos, aguardamos, até ele encher... Ficamos mais de uma hora na espera, até que finalmente seguimos viagem, subindo mais montanhas, cruzando pontes velhas por desfiladeiros do Himalaia... Gente subia, gente descia do jipe, seguíamos entrecortando as montanhas acompanhando o leito de um lindo rio, o Teesta, passávamos por vilarejos interessantes, víamos pessoas praticando esportes radicais no rio, deu uma vontade de descer do jipe e ali ficar, mas não podíamos, seguimos até chegar na fronteira de estado Indiano, o da Bengala ocidental com o estado Sikkin, onde precisávamos de visto para entrar... Sim, outro visto somente para esse Estado, que é um tanto quanto independente da Índia, aguardamos muito tempo alguém aparecer no posto de migração, para nos atender, preenchemos os papéis, entregamos uma foto, olharam os passaportes fizeram algumas perguntas, lembraram do Pele e nos deixaram prosseguir viagem, o percurso todo levou cerca de 7 horas, do lado do terminal ficavam alguns hotéis, extremamente baratos, ficamos lá mesmo, o casal de jovens que nos atendeu eram simpáticos, esforçados e atrapalhados, faziam de tudo para nos agradar... O que as meninas odiavam era subir as escadas, pois nossos quartos ficavam sempre no último andar, e nada de elevador, rsrs... Almoçamos no hotel mesmo, e logo saímos para desbravar a cidade... As diversas placas espalhadas pela cidade, demonstravam todo o orgulho em ser Sikkin, quando entravamos nas lojinhas descobrimos que a maioria dos produtos vendidos eram produzidos ali mesmo, aquele estado parecia ser uma espécie de pequena cuba, e o centro da cidade não estava tão próximo do terminal de jipes, tivemos que andar uns 2 quilômetros ladeira acima, como em Darjeeling a cidade ficava incrustada nas montanhas... Opa! Aqui também tem bondinho! E esse funciona! Por que não passear, as meninas olhando a altura dos fios, não gostaram muito da idéia, mas acabaram me seguindo... Subimos no bondinho, que com o vento, mais balançava que tudo, quando o balanço era demasiado, o controlador parava de movimentá-lo e aguardava voltar sua estabilidade, para continuarmos nossa viagem. A visão lá de cima era magnífica, a cidade, o Kangchenjunga, depois da aventura, continuamos nossa subida até o centro da cidade, e, ao chegar descobrimos que era muito charmosa, depois de cidades azul, rosa, branca... Essa era todinha verde, paramos em um elegante café do local, para um chocolate quente, afinal aqui também faz muito frio, e já ia escurecendo, foi criado um impasse: as meninas queriam voltar para o hotel, eu queria continuar desbravando a cidade... Nos separamos, cada qual seguiu seu caminho, continuei subindo, cheguei ao mercadão da cidade (Lall Market), aqui as frutas eram mais caras, os legumes não tão coloridos, obviamente tudo devia ser exportado, então não chegavam em boas condições, seguia observando símbolos e templos pela cidade, até chegar ao parque da cidade (Deer), já não conseguia tirar boas fotos, pois estava escuro, e percebi que aqui era o ponto de encontro dos enamorados, jovens... Vinham sentar nos bancos e conversar, ao lado um laguinho artificial iluminado por lâmpada verdes, vi algumas escarpas (acho que é esse o peixe, rsrs) entre as lótus circular, do lado do parque uma grande santuário de orquídeas, mas já estava fechado, é... Acho que era hora de descer a montanha...